Amazon pode abrir sua primeira loja real

Amazon pode abrir sua primeira loja real

Está repercutindo na web uma notícia publicada recentemente, pelo site goodereader.com (veja aqui), de que a Amazon estaria planejando abrir uma “butique” em Seattle, onde tem seu “QG”, para testar produtos diretamente com os consumidores do mundo real.

“Uma fonte nos disse que eles não querem lançar uma loja imensa, apenas uma butique com produtos sofisticados e de alta margem de lucro. A principal intenção é promover a linha inteira de e-readers Kindle e o tablet Kindle Fire, além de uma tonelada de acessórios como cases, protetores de tela e adaptadores USB”, diz o site, acrescentando que a empresa já encomendou o projeto a uma empresa de fachada – uma tática que evita o vazamento de seus novos produtos para os concorrentes. “Não sabemos o nome real da empresa, mas há rumores de que é sediada na Alemanha.”

As ofertas também incluiriam os livros de papel da Amazon, que recentemente lançou uma editora (Amazon Publishing) para publicar títulos exclusivos tanto de autores famosos quanto de independentes. “Isso levou as rivais Barnes & Noble, Indigo e Books-A-Million a declarar publicamente que não tocariam os livros da Amazon nem com uma vara de pescar. Lançando sua própria loja, a Amazon dará aos clientes uma forma de comprar livros fisicamente, e ver amostras de ebook via WiFi”, diz o goodereader, que prevê a abertura para o final do ano, após o lançamento do Kindle Fire 2.

Para o EconomicTimes.com, a iniciativa poderia repetir o sucesso das Apple Stores, que vendem iPads, iPhones, iPods e Macs: “O novo Kindle Fire é visto como um concorrente viável ao iPad, e a Amazon pode estar imitando o modelo vencedor da Apple de proporcionar uma experiência personalizada de compra, que põe devices e acessórios nas mãos dos compradores.”

O momento está propício para o teste de lojas físicas, diz o site, devido à acirrada concorrência dos varejos físico e online: “O lucro líquido da Amazon caiu para US$ 177 milhões no quarto trimestre de 2011, comparado a US$ 416 milhões no ano anterior, enquanto as vendas líquidas cresceram 34,6%, para US$ 17,4 bilhões; mas um aumento de 37,6% dos custos reduziu as margens de vendas. O mesmo deverá se repetir no primeiro trimestre deste ano, com forte crescimento das vendas mas margens estreitas de lucro.”

A Amazon.com, maior varejista online do mundo, também é a quinta do varejo geral dos EUA.

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