Consumerização cresce sem políticas para uso de dispositivos móveis

Consumerização cresce sem políticas para uso de dispositivos móveis


 

Um estudo da Unisys conduzido pela consultoria IDC mostra que aumentou o número de profissionais que utilizam dispositivos móveis pessoais (como smartphones, tablets e notebooks) no ambiente de trabalho. Apenas no Brasil, 37% dos profissionais usam o smartphone para acessar aplicações de negócios nas companhias. No entanto, a maioria dos departamentos de TI das empresas não tem políticas para controlar o fenômeno conhecido como consumerização.

 

De acordo com o levantamento, o uso das tecnologias móveis e das mídias sociais causa sérios impactos para as organizações com relação ao suporte aos equipamentos e à segurança das informações. Os dados mostram que 61% dos executivos brasileiros de TI entrevistados disseram que quando seus funcionários encontram um problema técnico nos aparelhos pessoais usados no trabalho, buscam assistência nas próprias áreas de TI das organizações.

 

”Apesar de as empresas brasileiras reconhecerem que essas tecnologias são importantes para o dia a dia dos funcionários, pouco tem sido feito para fornecer suporte adequado para esses equipamentos e aplicações no ambiente de trabalho”, diz Paulo Roberto Carvalho, diretor de Negócios de Outsourcing da Unisys na América Latina.

 

Segundo o estudo, ainda falta consciência da área de TI para lidar com esses desafios. 

O estudo também identificou que os entrevistados concordam que o nível de suporte para dispositivos móveis oferecido ainda é baixo. No entanto, metade dos executivos de TI entrevistados disse que suas empresas oferecerão assistência para uso de tablets nos próximos 12 meses.

 

Tablets e mídias sociais Os tablets também têm conquistado espaço importante no local de trabalho: 22% dos iWorkers brasileiros (funcionários que utilizam tecnologias da informação como parte do dia a dia) consultados já usam o dispositivo para trabalhar. A média global de uso do equipamento no ambiente corporativo é de 13%.

O acesso a sites de mídias sociais no trabalho também sofreu incremento. No estudo do ano passado, 16% dos iWorkers brasileiros entrevistados disseram usar o Facebook para temas relacionados ao trabalho. Em 2011, o número saltou para 34%.

Marcelo Bernstein

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