Mobile Marketing terá consentimento do usuário

Mobile Marketing terá consentimento do usuário

 

 

O marketing será reinventado nos países do BRIC e na Indonésia. A afirmação é de Gerd Leonhard, mídia futurista, blogueiro e escritor, que participou do MMA Latam Fórum 2011, em São Paulo. Para ele, o Brasil é um local onde as tendências estudadas por ele podem ser encontradas. “O país adora falar. Não é à toa que São Paulo é a capital do Twitter”, afirma. Mobile marketing, por sua vez, está diretamente ligado ao poder do consumidor e participação, segundo Leonhard.

 

Ele explica que uma combinação de grande potencial nesta área é a de mobile marketing e vídeo. O mídia futurista prevê, em alguns anos, a grande maioria das telas estará conectada à internet. “Somos pessoas das telas e não dos livros. Pessoas de telas são diferentes e, neste cenário, os vídeos são os novos textos”, diz Gerd Leonhard. O especialista alerta, entretanto, que as ações envolvendo mobile marketing devem levar em consideração a privacidade.

 

“Qualquer abuso é mortal. É preciso pedir permissão e dar este poder de escolha ao consumidor”, comenta. Uma pesquisa feita pela companhia Convergência Research aponta que ponto em comum na América Latina é justamente a questão da privacidade. “Existe esse sentimento entre usuários e órgãos reguladores. Há uma preocupação, por exemplo, com o que as empresas farão com dados que rastreia”, diz Mariana Rodriguez Zani, diretora-geral da Convergência Research.

 

“Mobile é uma mídia específica, muito pessoal e íntima. Olhamos cerca de 150 vezes por dia para os nossos celulares, por isso, as regras de envolvimento devem ser muito claras. E a primeira dela é exatamente a questão do consentimento explícito do usuário. A segunda é a relevância da mensagem”, avalia Hani Ramzi, diretor-executivo da Optism. No Brasil, no entanto, a preocupação ainda é pequena, mas deve crescer com a evolução do próprio mercado, segundo José Renato Mannis, CEO da Mobint. Embora o potencial do mercado brasileiro seja grande para mobile marketing – hoje, por exemplo, existem no país mais de 220 milhões de aparelhos celulares – o uso desta mídia ainda é pouco explorado no país.

 

Para Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap), é necessário agregar criatividade às iniciativas. “É preciso ser também um bom contador de história nesta plataforma. Aqui, há um só alicerce, que é a grande idéia, mas falta trazer isso para o mobile”, finaliza Lara, que também participou do MMA Latam Fórum.

Marcelo Bernstein

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