Mídias sociais desafiam segurança corporativa

Mídias sociais desafiam segurança corporativa

 

Na opinião dos profissionais de segurança, o uso das mídias sociais no trabalho é bom para os negócios, mas também cria riscos para os quais faltam ferramentas para análise e combate, segundo os resultados “Pesquisa Global sobre Riscos de mídia”, realizada pelo Ponemon Institute Research, a pedido da Websense.

O estudo ouviu 4.640 profissionais de segurança de TI nos EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Austrália, Singapura, Hong Kong, Índia, Brasil e México, todos com uma média de dez anos de experiência. Cinquenta e quatro por cento ocupam cargos de supervisão ou superior, e 42% são contratados por empresas com mais de 5 mil funcionários.

A maioria dos entrevistados (63%) diz que o uso da mídia social coloca em risco a organização, mas apenas 29% deles dizem ter acesso a instrumentos de controles de segurança para mitigar ou reduzir esse risco.

Os maiores riscos são provenientes de funcionários baixando aplicativos maliciosos. Um pouco mais de metade (52%) dos entrevistados disse que suas organizações tinham experimentado um aumento nos ataques de malwares, como resultado de funcionários usando a mídia social. Cerca de 27% disseram que os ataques tinham aumentado em mais de 51%.

Entre as desvantagens mais comuns está o fato de o uso das mídias sociais no trabalho diminuir a produtividade, apontada por 89% dos entrevistados. A necessidade de aumentar a largura de banda foi citada por 77% e outros 54% apontaram como maior desvantagem a perda de informações confidenciais ou a violação das políticas de confidencialidade.

Os funcionários estão usando ferramentas de mídia social com mais frequência para fins não profissionais. A maioria dos funcionários se conecta às redes sociais por razões pessoais: 59% por mais de 30 minutos por dia.

Nos casos em que as organizações têm políticas de uso aceitável para mídia social, 65% dizem que não estão forçados a segui-las ou não têm certeza se elas são aplicadas. Outros 44% disseram que havia uma falta de governança e de supervisão. Só 41% alegaram ter acesso a recursos suficientes para monitorar a aplicação das políticas de uso existentes.

Cerca de 85% dos entrevistados disse que era aceitável o uso de ferramentas de mídia social para se comunicar dentro da empresa e 55% sentiram que era aceitável usar a tecnologia para se comunicar fora da empresa. Mais da metade sentiu que as redes sociais poderiam ser usadas para substituir o e-mail ou o canal de mensagens de texto.

“Com base nessa resposta, acreditamos que as organizações consideram as mídias sociais uma ferramenta positiva para incentivar a colaboração ea construção de relações internas”, acreditam os autores do relatório.

As organizações precisam entender os riscos de mídia social através da criação de uma metodologia de avaliação de risco, recomenda o Ponemon Institute. Os funcionários precisam ser educados sobre como seu uso de mídia social pode afetar a empresa e criar uma política abrangente sobre o que constitui uso aceitável.

Cerca de 73% dos profissionais ouvidos identificaram o uso de gateways web seguros como uma forma importante para reduzir as ameaças de mídia social.

 

Marcelo Bernstein

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