Tablets aprimoram atendimento e impulsionam negócios

Tablets aprimoram atendimento e impulsionam negócios


Os tablets estão, cada vez mais, invadindo o mundo dos negócios. Na verdade, a idéia dos tablets não é totalmente nova. Eles apareceram há cerca de duas décadas em setores como saúde e finanças. Em geral, porém, esses dispositivos antes rodavam Windows, e os usuários utilizavam canetas e teclados para controlá-los, em vez de dedos.

 

No entanto, o surgimento de tablets, como o iPad e o Andorid, no mercado consumidor, estão mudando a forma como os funcionários de pequenas empresas interagem com clientes e fornecedores.De acordo com projeções do instituto de pesquisas Gartner, as vendas desses equipamentos em todo o mundo vão saltar de 18 milhões [número registrado em 2010] para 108 milhões em 2012.

As grandes corporações estão aceitando os tablets de forma relativamente lenta à medida que lutam para garantir a segurança e o suporte aos usuários.

 

Por outro lado, as pequenas e médias estão mergulhando nesse universo. Pesquisa realizada pela TechAisle indica que essas empresas estão usando quase 9 milhões de tablets nos Estados Unidos. Além disso, metade dos equipamentos que os consumidores compra está sendo incorporado nos negócios.

Como não amar um computador touchscreen que liga rapidamente, que a bateria dura o dia todo com uma única carga, e cabe perfeitamente em uma mochila ou uma bolsa?

 

Além disso, em um tablet, vários aplicativos leves e serviços web fornecem quase a mesma funcionalidade dos softwares do desktop – e-mail, processamento de texto, bases de dados CRM, entre outros. 

Entretanto, é preciso dizer: os tablets não substituem PCs diretamente. Nem são ideais para a exibição de todos os tipos de conteúdo de trabalho, como apresentações em PowerPoint e vídeos em Flash. Além disso, os tablets touchscreen não são indicados para serem usados em ambientes como deserto, cozinhas, restaurante e salas de cirurgia.

 

Especialistas afirmam que os tablets não vão decolar no mundo dos negócios até que eles funcionem melhor com formatos de arquivos legados, ofereçam mais controles de segurança e níveis de permissões de usuário, e se integrem melhor nos ambientes de TI. 

Estamos apenas começando a ver como os tablets vão evoluir nos negócios. A seguir, um exemplo de uma instituição de saúde que realiza cirurgias orais que usa tablets para ganhar uma importante vantagem competitiva no mercado em que atua e possibilitar aos pacientes melhor compreensão dos cuidados que devem tomar ao voltar para a casa.

 

Há apenas alguns anos, um grupo de médicos em Connecticut (EUA) passou a usar computadores para suprir as suas necessidades tecnológicas. Além disso, cerca de 15 funcionários tinham uma mescla de modelos de telefone celular e planos, gerando contas elevadas para a M&D, instituição que realiza cirurgias orais.

 

Na época, os médicos usavam pequenos monitores de tela plana para mostrar aos pacientes imagens relacionadas aos seus tratamentos. No entanto, a M&D queria diferenciar-se na região e por isso optou pela adoção de tablets.

Primeiro, a TI efetuou o upgrade dos telefones dos funcionários e forneceram a eles smartphones com planos corporativos. Depois, inseriu-se nos aparelhos um software de gestão prática. A área também atualizou a infraestrutura sem fio e o servidor para apoiar a transferência de dados sem fio digital de raios-X, tomografia computadorizada, e consultas dos pacientes. Por fim, monitores de tela plana foram substituídos por iPads e Tablets Motorola Xoom, disponíveis nas cadeiras dos paciente.

 

A mudança tecnológica consumiu cerca de 20 horas. Como resultado das atualizações, a M&D imediatamente reduziu suas contas de telefone, eliminando cerca de 10 mil dólares anualmente. O software e os aplicativos móveis têm ajudado ainda a equipe a agilizar o agendamento de pacientes.

Com os tablets, os pacientes podem agora ver e manipular imagens de seus raios-X, bem como scans em 3D. Hoje, cirurgiões podem exibir vídeos educativos sobre os procedimentos recomendados. E com isso, a M&D presenciou um aumento de dez vezes no número de pacientes, que deixaram a concorrência. Além disso, a adoção das tecnologias aprimorou e facilitou a comunicação do médico com o pacientes.

Marcelo Bernstein

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