95% dos pais acreditam que a educação para segurança digital deveria ser obrigatória nas escolas

95% dos pais acreditam que a educação para segurança digital deveria ser obrigatória nas escolas

 

Conforme a Internet ganha mais importância, cada aspecto banal do cotidiano parece estar on-line, de alguma forma. Assim como parte de nossa vida migrou para o on-line, a vida das crianças está passando por uma transformação parecida. De acordo com uma pesquisa realizada pela AVG Technologies, fabricante de softwares de segurança para computadores e dispositivos móveis utilizados por 177 milhões de usuários, grande parte das crianças entre 3 e 5 anos já sabe operar smartphones, e até mesmo o bullying já é digital.

 

A última pesquisa da série AVG Digital Diaries revelou que as habilidades digitais estão tomando a frente do aprendizado de etapas chave no desenvolvimento das crianças. Ao mesmo tempo em que as crianças começam a se tornar mais hábeis com a tecnologia, habilidades simples como amarrar cadarços ou utilizar uma bicicleta estão sendo deixados para trás. Podemos usar os smartphones e tablets como exemplo: eles foram os presentes mais pedidos pelas crianças nas listas de Natal no ultimo ano.

 

“Ao mesmo tempo em que a tecnologia tem muitos impactos positivos no crescimento de seu filho, como essa necessidade de estar conectado o tempo todo de fato o afeta? Se por um lado, a tecnologia realmente ajuda no desenvolvimento das crianças, por outro, esse tempo excessivo gasto em frente às telas não pode estar incapacitando nossas crianças para outras atividades básicas?” questiona Tony Anscombe, evangelista de segurança da AVG Technologies.

 

Outra realidade que vem aflorando é a do uso da tecnologia – para o bem e para o mal –  no ambiente escolar. As “brigas de pátio” e implicâncias entre crianças, tão comuns nas escolas e conhecidas dos pais e professores, também tendem a familiarizar-se com essa nova plataforma. Uma consequência disso é que tem crescido muito o problema do chamado cyberbullying.

 

O que a pesquisa nos mostra


Veja abaixo alguns dados interessantes descobertos pela pesquisa:

  • Um terço dos pais pesquisados planejam presentear seus filhos com um tablet ou smartphone nos próximos meses
  • 68% das crianças entre 3 e 5 anos sabem como navegar em um smartphone
  • 81% das crianças entre 3 e 5 utilizam jogos de computador
  • Mais de 80% das crianças entre 3 e 5 anos já tiveram alguma foto sua publicada na web
  • 6% dos pais criaram perfis em redes sociais para seus filhos menores de 2 anos
  • 44% dos pais compartilharam fotos do pré-natal de seus filhos
  • 39% compartilharam fotos de recém-nascidos

 

E o que isso significa para os pais? Significa que é preciso estar cada vez mais consciente sobre o uso da internet por seus filhos, seja monitorando e restringindo suas atividades, seja educando e falando abertamente com eles sobre as melhores formas de usar a tecnologia com segurança.

 

Para certificar-se de que crianças de hoje saibam se proteger adequadamente on-line, é preciso assumir a responsabilidade pela educação digital tanto em casa quanto nas escolas. Tirando da criança a responsabilidade por suas próprias ações, de quem é o dever de lidar com o problema do bullying online e da educação digital?

 

De acordo com o estudo da AVG, dois terços dos pais acreditam que o ônus é deles. Mas apesar disso, para um terço a responsabilidade está em outro lugar: nas escolas e nos profissionais de educação.

 

On-line x off-line: como os pais podem ajudar?

 

  • Pesquise sobre os aparelhos antes de presentear seu filho. É sempre melhor conhecer uma tecnologia antes que as crianças conheçam

 

  • Configure um perfil restrito ou ‘zona de criança’, antes de entregá-lo. A maior parte dos aparelhos já vem com uma variedade de dispositivos de controle parental. A criação dessas áreas restritas, que só eles podem acessar (e só você pode alterar) significa que você saberá exatamente o que suas crianças estão fazendo.

 

  • Demonstre interesse pela vida online de seus filhos. Você não deixa seu filho fora de casa o dia todo sem saber onde eles estão, com quem estão e o que estão fazendo, então porque não fazer o mesmo tipo de questionamento quando eles estão usando um laptop ou tablet?

 

  • Fale com o seu filho sobre segurança online. Conversar com os seus filhos é essencial. Aponte os prós e contras de possuir um dispositivo e da responsabilidade de possuir um ‘brinquedo’ tão avançado. Afinal, se você compartilhar abertamente seu conhecimento e percepções eles estarão mais propensos a fazer o mesmo. Certifique-se de que você sabe o que está acontecendo em sua casa, e estará sempre um passo à frente na proteger sua privacidade.

 

On-line x off-line: como as escolas podem ajudar?


Em meio a tantas manchetes assustadoras, nós quase nos esquecemos de que a Internet é um ótimo ambiente para o aprendizado infantil. Assim como todas as atividades que oferecem algum grau de risco, uma vez que as crianças estejam no ambiente escolar a responsabilidade de oferecer proteção é da escola. Desta forma, além de investir na tecnologia adequada, segurança e software, a área de educação poderia trabalhar focando em:

 

  • Educar os professores: a maior parte dos pais (95%) acredita que a educação para a segurança on-line deveria ser obrigatória nas escolas e que é preciso fazer mais do que se faz hoje para abordar este tópico. As escolas precisam adotar medidas para equipar melhor seus professores, de forma que os alunos tenham uma profunda consciência de segurança on-line e para que as consequências de um mau comportamento on-line ou off-line sejam punidas com o mesmo rigor.

 

  • Confiança para acreditar em instintos: embora haja um mundo infantil e on-line, que os adultos têm acesso limitado, é importante que os professores consigam reconhecer os sinais do bullying on-line, e tenham o apoio e as garantias do alto escalão de gestores da escola para agir com independência quando acharem que algum aluno corre perigo, garantindo o bem-estar das crianças de forma igualitária.

 

  • Gerar experts: existem hoje muitos recursos disponíveis para ajudar você e sua escola a compreender o mundo on-line e seus perigos, bem como o que pode ser feito se um aluno se tornar vítima de cyberbullying. Anote alguns sites que podem ajudar: Safer Net Brasil (http://www.safernet.org.br/site), Help Stop Bullying (em inglês, www.stopbullying.gov), ChildNet International (em inglês, www.childnet.com). Você também encontra ótimas dicas no eBook Proteja Nossas Crianças e Jovens lançado pela AVG em janeiro.

 

 

 

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